27.10.07

...POR FALAR EM ORQUIDEAS...


O nome orquídea tem origem na palavra grega “orkhis” que significa testículo. A família Orchidaceae foi assim chamada pelo fato das primeiras espécies descritas possuírem
duas túberas gêmeas sugerindo testículos. Provavelmente a primeira referência documentada desse nome tenha sido feita no terceiro século antes de Cristo pelo filósofo e naturalista grego Teofrasto em sua obra sobre as plantas. Esse estudioso foi discípulo de Aristóteles e é considerado o pai da Botânica. Naquela época as pessoas acreditavam que esses tubérculos tinham poderes afrodisíacos e os usavam na alimentação, depois de convenientemente preparados... É óbvio que a história das orquídeas data de muitos milhares de anos, tendo os nossos ancestrais com certeza se deparado com elas em muitas oportunidades; mas não existem dados concretos sobre isso e só podemos citar aquilo que está de alguma forma registrado. Assim, no meio de tanta obscuridade podemos citar referências feitas às orquídeas pelos chineses há aproximadamente 4.000 anos atrás, onde a palavra “lan” que identifica essas plantas, aparece citada nos trabalhos de então. O célebre Confúcio (551 a 479 AC) também faz algumas referências às orquídeas, e no século III são mencionadas duas espécies dessa família de plantas num manuscrito chinês de botânica. Em alguns outros livros chineses escritos entre 290 e 370 DC, há referências mais concretas sobre as orquídeas. Ainda na China, mais tarde durante a Dinastia Sung (960 a 1279), apareceram muitos trabalhos dissertando sobre as orquidáceas, os quais abrangiam os mais diversos aspectos dessas plantas. No ocidente, depois de Teofrasto, no primeiro século da nossa era, apareceu uma obra intitulada “Matéria Médica”, onde o autor, um médico grego de nome Dioscórides, reuniu informações sobre 500 plantas ditas medicinais, entre as quais se incluiam 2 orquídeas. Na história dos antigos povos das Américas também são feitas referências às orquídeas; as mais importantes no que diz respeito à utilização pelos Aztecas e Maias das favas da
Vanilla que eles usavam para dar aroma a algumas das suas bebidas. O nome Azteca para a baunilha era “tlilxochitl”, que significa flor negra, numa alusão às favas pretas quando maduras. Os Maias a chamavam de “sisbic”. Com o domínio espanhol sobre esses povos, as favas da Vanilla foram introduzidas na Europa. Hoje a Vanilla é usada mundialmente como aromatizante, conhecido como baunilha.

4 comentários:

Espaço do João disse...

Olá rose.
Acabo por verificar que estou em contacto com uma pessoa muito dedicada ao estudo. Tenho alguns conhecimentos práticos sobre orqídeas mas,são tão insignificantes que não vale apena enumerá-los. Assim também adquiro valiosos conhecimentos. Fico agradecido pela bela descrição sobre o assunto. Beijos Papai joão

Cris Bolbosa disse...

Rose, você está se aplicando com os estudos ;)
Gostei.
Bjs
Cris

rose disse...

João, para cuidar dessa flor é preciso um certo conhecimento, pois é bastante complexo o mundo dessas maravilhosas.

rose disse...

sim, Cris, viajo nesse mundo e descobri que não sei nada...ainda...então vou estudando...obrigada, beijos.

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