11.4.08

PASÁRGADA VERSÃO POÉTICA.


Vou-me Embora pra Pasárgada
Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconseqüente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive

E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar!E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d'água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo É outra civilização Tem um processo seguro De impedir a concepção Tem telefone automático Tem alcalóide à vontade Tem prostitutas bonitas Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito Quando de noite me der Vontade de me matar— Lá sou amigo do rei —Terei a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada.

2 comentários:

Carla disse...

Esse poema é histórico!
Bjão.

Sahmany disse...

Rose vc teve a mesma idéia que eu kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Era esse o poema que eu ía postar no abre aspas, e por falar nisso tô feliz da vida que vc tb vai participar, que ótimo!!!! Eu acho outro, tem tantos né? Poesia não falta. Beijooooos
(tô matando aula hoje, vixi!) hehe

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